I SEMINÁRIO DE RECURSOS HUMANOS DOS PAÍSES DO BRICS
 
 
 

Por entender que a área educacional é vital para o crescimento do BRICS – grupo formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e, agora, África do Sul – e que a área de RH tem papel fundamental para garantir às organizações a qualificação profissional demandada pelos novos desafios globais, a ABRH-Nacional e a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançaram, neste ano, o Seminário de Recursos Humanos dos Países do BRICS.

Pioneira no mundo, a iniciativa inova com a proposta de conciliar, em painéis de debate, a discussão sobre a gestão de pessoas com a problemática que envolve os países emergentes, visando ao seu desenvolvimento sustentável nos próximos dez anos.

 
O I Seminário de Recursos Humanos dos Países do BRIC foi realizado no dia 2 de maio de 2011, no Grand Hyatt, na capital paulista, com o tema central Estratégias de crescimento e as competências profissionais exigidas.

Cenários e estratégias de crescimento, as competências que dirigentes e gestores empresariais e públicos do BRICS deverão ter para liderar seu crescimento e os principais desafios das organizações desses países foram discutidos durante o evento, que contou com o patrocínio da Edenred e o apoio do Great Place to Work Institute, da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China.

 

Abertura

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Fotos: Ana Fuccia

Ao abrir o seminário, Leyla Nascimento, presidente da ABRH-Nacional, ressaltou que, apesar das diferenças existentes entre os países do grupo, todos encontram o seu alicerce no binômio Educação-Trabalho, prioridade de sua atuação à frente da associação.

Horácio Quirós, presidente da WFPMA (World Federation of People Management Associations), classificou de “fantástica” a oportunidade do Brasil, juntamente com Rússia, Índia e China, diante da nova distribuição de poder no cenário mundial. “Esses quatro países poderão representar a metade do PIB (Produto Interno Bruto) mundial em 2050”, citou.

Já Leovigildo Canto, presidente da Fidagh (Federación Intermericana de Asociaciones de Gestión Humana), lembrou que outros países latino-americanos, menores em tamanho mas com grande potencial econômico, estão crescendo e o BRICS deve se preparar para incluí-los.


Painel – Quais são os cenários e estratégias de crescimento dos países do BRICS?

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O painel reuniu Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet (Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica); Renato Flores, professor da Escola de Pós-Graduação de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-EPGE); Kevin Tang, diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, e Carlos Aldao-Zapiola, consultor da OIT (Organização Internacional do Trabalho), mediados por Nelson Savioli, diretor de Relações Corporativas Internacionais da ABRH-Nacional.

Flores salientou que os países do BRICS convivem com a exclusão de boa parcela de seus cidadãos no cenário nacional. “Os gestores do BRICS têm de estar atentos a essa realidade.” Aldao-Zapiola, lembrou que os países do BRICS deverão somar, em 2050, mais de 37% da população mundial, um enorme potencial de consumo. Entretanto, para seguirem avançando, será necessário aprofundar suas estratégias vinculadas aos investimentos em educação e geração de emprego.

Ao falar da internacionalização das empresas na nova ordem mundial, Lima comentou os resultados de um estudo realizado pela Sobeet em parceria com o jornal Valor Econômico, no qual a falta de pessoas com as competências necessárias aparece como uma das cinco principais barreiras internas do Brasil.

Já Tang citou os fortes investimentos da China em educação para justificar os números excepcionais que o país apresenta hoje, como o recorde de US$ 105,7 bilhões atraídos em investimentos estrangeiros diretos no ano passado.

 

Painel – Quais competências dirigentes e gestores empresariais e públicos do BRICS deverão ter para liderar seu crescimento?

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Ozires Silva, fundador da Embraer e atual reitor da Unimonte; José Tolovi Jr., CEO global do Great Place to Work Institute; Eugênio Mussak, diretor de Pesquisa da ABRH-Nacional; e Antonio Rosset, presidente da Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo participaram do painel.

A área de RH como grande força transformadora das organizações foi destacada por Ozires Silva, que também  ressaltou a necessidade de o Brasil usar sua capacidade reivindicatória para fazer da Educação uma prioridade do governo, assim como aconteceu na Coreia do Sul.

A última edição da pesquisa As Melhores Empresas para Trabalhar da Índia foi o foco de Tolovi Jr. Entre outras coisas, o levantamento apontou as preferências da nova força de trabalho do país: autonomia e liberdade, flexibilidade e equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, transparência nas relações e a oportunidade de fazer a diferença para a empresa, o que, para os gestores, se traduz no desafio de facilitar a transformação do modelo patriarcal de gestão vigente no país.

Já a Rússia, apesar do alto nível de escolaridade da população – 60% possui curso superior e 25%, doutorado –, enfrenta restrições para se “conectar” com o mundo, como a barreira do idioma e os resquícios do período de autoritarismo. Apesar delas, frisou Rosset, o país surpreende em sua caminhada rumo à modernização.

Mussak, acrescentou que, para gerar riqueza, além das competências técnicas, práticas e éticas, é preciso desenvolver a competência estética, que reúne beleza, limpeza (infraestrutura) e gentileza (prestação de serviços).


Cases – Quais são os principais desafios das empresas desses países?


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Erico Magalhães, diretor de Pesquisa e RH da TV Globo, e Luciano Siani, diretor global de RH e Governança da Vale, participaram do seminário para mostrar como suas empresas estão atuando na gestão de talentos.

“A capacidade de atrair e reter talentos estratégicos é o mais relevante desafio de hoje”, ressaltou Magalhães. Uma das estratégias para enfrentar esse desafio é o projeto Gestão de Talentos Estratégicos da TV Globo, que envolve a participação de 120 profissionais seniores da empresa, inclusive do elenco artístico e da área de jornalismo, cuja implementação está prevista para 2012.

Já Siani detalhou as estratégias que a companhia tem lançado mão para inovar na atração e retenção de talentos. Ele contou que a Vale fez um mapeamento dos municípios brasileiros em que não há mais profissionais para serem recrutados e os busca em Estados cuja oferta de talentos pode suprir a demanda da empresa. Também há o plano de fazer recrutamento internacional nas capitais de países afetados pela crise, como Lisboa, Madri e Paris.


Conclusões e position paper

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Ao final do evento, Bianor Cavalcanti, diretor internacional da FGV; Nelson Savioli, diretor de Relações Corporativas Internacionais da ABRH-Nacional; Luiz Estevan Lopes Gonçalves, gerente de programas internacionais da FGV; e Luiz Edmundo Rosa, diretor de Educação da ABRH-Nacional, debateram com os convidados os principais pontos do seminário para a elaboração de uma carta de recomendações a ser encaminhada aos poderes públicos, instituições educacionais e entidades empresariais dos países do BRICS.

 



 

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Por entender que a área educacional é vital para o crescimento do BRICS grupo formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e, agora, África do Sul – e que a área de RH tem papel fundamental para garantir às organizações a qualificação profissional demandada pelos novos desafios globais, a ABRH-Nacional e a Fundação Getulio Vargas (FGV) lançaram, neste ano, o Seminário de Recursos Humanos dos Países do BRICS.

 

Pioneira no mundo, a iniciativa inova com a proposta de conciliar, em painéis de debate, a discussão sobre a gestão de pessoas com a problemática que envolve os países emergentes, visando ao seu desenvolvimento sustentável nos próximos dez anos.

 

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