Faltam profissionais preparados para a Copa e as Olimpíadas

O país terá que fazer investimentos significativos em formação e qualificação de profissionais, um processo que exige tanto tempo quanto a construção de estádios ou polos olímpicos. O alerta é dado pelo presidente da ABRH-Nacional, Ralph Arcanjo Chelotti. Para ele, eventos internacionais dessa magnitude exigem pessoal preparado e qualificado para receber, orientar, ajudar e solucionar problemas de todos os tipos, inclusive de segurança e saúde, algo que não se consegue do dia para a noite.

Cirlene Werneck, vice-presidente de Treinamento, Desenvolvimento e e-Learning da ABRH-Nacional
Créditos: Alexandre Diniz

“Além de visitantes dos Estados Unidos e Europa, certamente vamos receber um bom público da América Latina, o que vai demandar profissionais que saibam falar o espanhol fluentemente. De nada adianta falar uma ou outra palavra, pois serão necessárias pessoas que possam resolver situações complexas, o que exige domínio da língua”, explica.

Segundo a vice-presidente de Treinamento, Desenvolvimento e e-Learning da ABRH-Nacional, Cirlene Werneck, eventos internacionais como a Copa e as Olimpíadas exigem qualificações adicionais também no que diz respeito a polidez, proatividade na solução de problemas, apoio integral ao turista:

“O Brasil tem apenas 16% da população economicamente ativa com alguma qualificação profissional, contra índices de 30% em países como Argentina, Chile e México. Se hoje já temos carência de profissionais, nos quatro a sete anos que nos separam desses eventos teremos carências ainda maiores. Como essas pessoas não se formam do dia para a noite, é preciso pensar programas de formação e qualificação desde já”, alerta.

Uma das características de eventos como Copa e Olimpíadas é o uso intensivo de voluntários para atuarem no apoio à organização do evento. No entanto, não é pelo fato de que as pessoas serão voluntárias que elas não precisarão de preparo algum:

“O governo precisará desenvolver programas de capacitação e treinamento para voluntários, eventualmente em parceria com entidades do terceiro setor, com o objetivo de preparar um corpo de voluntários para atuar nesses eventos”, assinala Werneck.